Sou um cândido,
mas não ingênuo por natureza.
Como uma árvore,
talvez a Oliveira,
não faz parte de mim os galhos e frutos podres ...
Gosto sim, daqueles que as plantaram.
Busco nela as suas raízes,
por que dos frutos ruins de hoje,
nada me acrescentaram ou somarão ...
Que fiquem assim,
com seus galhos podres,
que um dia cairão,
e apodrecerão ao tempo e ao vento ...
Nas raízes desta árvore bela,
buscarei seus ensinamentos de outrora,
dos que plantaram e deram bons frutos...
Dos que agora plantam candidamente,
esta oliveira não trará frutos...
porque a sua raiz de outrora plantada,
hoje é plantada com sementes frágeis,
da futilidade dos nossos dias ...
Roberto Nunes
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